A Linguagem das Plantas

A exposição ‘A Linguagem das Plantas’ inaugura no dia 30 de janeiro (18h às 21h) e fica patente
até 6 de março, na galeria Giefarte.

Em A Linguagem das Plantas, o artista plástico Jorge Santos apresenta várias séries de pintura, como se fossem “módulos-padrões”, provocando jogos cromáticos minimais e repetitivos. No espaço, as obras multiplicam-se em ritmo e cor pura, numa analogia à simplicidade dos padrões da pintura oriental. Neste projecto, o artista percepciona a linguagem, enquanto forma e cor, apresentando em delicadas linhas as plantas, cujas composições são determinadas por uma «pintura com tesouras», numa dicotomia entre cores planas e uniformes, encenando o movimento e a leveza que tudo flui. Esta visão privilegiada da Planta coloca o espectador em outras experiências conceptuais estéticas, nomeadamente, a do Belo e da linguagem poética da obra de arte

INFORMAÇÃO ÚTIL
DATAS | 30 de janeiro até 6 de março
HORÁRIO | Segunda a sexta, 11h às 14h e 15h às 20h
MORADA | Giefarte - Rua da Arrábida, 54 B-C, Lisboa
CONTACTOS | (+351) 213 857 731 ou giefarte@mail.telepac.pt
WEBSITE | www.giefarte.pt
ENTRADA | Gratuita


Flat Image

 

As obras selecionadas refletem sobre uma realidade maior, tornando-se uma imagem bidimensional, trazendo vastos espaços nos limites de um pequeno perímetro de galeria. Os artistas Olivia Bax, Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Sam Llewellyn-Jones, Felippe Moraes e Jorge Santos estão em diálogo prolífico e próximos. Na exibição, a redução é considerada não apenas como o esforço atemporal de aproximar a realidade através dos limites da representação, mas também como uma solução prática e imprevisível para o problema das despesas de vida. Um pequeno espaço permite uma maior concentração de diálogo quando artistas se juntam? Como a imagem plana amplia os limites da escala espacial e temporal? O show é um prompt para ver as obras de arte como cópias de interpretações da realidade. O que é obtido quando esta informação é compartilhada e viaja pelos visitantes.

A imagem plana inclui pintura, escultura, impressão e fotografia. Considera o potencial de redução de escala e espaço nas restrições atuais.

A imagem plana apresenta as obras de seis artistas Olivia Bax, Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Sam Llewellyn-Jones, Felippe Moraes, Jorge Santos. É curada por Giulia Damiani e Theodore Ereira-Guyer.

 


Flower Ornament

 

Uma expressão do trabalho do artista-plástico Jorge Santos e da sua ligação privilegiada com a natureza, Flower Ornament è apresentado no Museu de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS) e integra a programação paralela da ARCOlisboa 2017. Venha inaugurá-la no dia 11 de maio às 18h30 ou visitá-la até 30 de junho (das 10h00 às 17h00, de quarta a segunda-feira, no Largo das Portas do Sol 2).

Flower Ornament é uma instalação que reúne desenhos de composições florais elaborados a partir de uma técnica da gravura, que resulta da gravação de uma concavidade no papel, a que se dá o nome de “impressão cega”. As criações de Jorge Santos estarão expostas na sala de exposições temporárias do museu, num espírito de diálogo entre as Artes Decorativas (que fazem a fama da casa que os recebe) e a Arte Contemporânea (em que o artista se inscreve).

Nascido em Silves em 1974, Jorge Santos licenciou-se em Artes Plásticas na ESAD das Caldas da Rainha em 2001. Recebeu uma bolsa para desenvolvimento artístico da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2005 e 2006, para uma residência na Casa de Velázquez, em Madrid. Em 2007, apresentou o projeto “Running Window” no Museu Coleção Berardo, do CCB, em Lisboa. Em 2009, uma nova bolsa da Gulbenkian permitiu-lhe desfrutar de uma residência em Spike Island, Bristol. E em 2012, uma bolsa da Le Petit Escalere abriu-lhe as portas à colaboração com um jardim escultórico em França. Tendo realizado 21 exposições individuais e participado em mais de seis coletivas, os seus trabalhos estão representados em coleções – nacionais e internacionais - como a do MAAT, do Centro de Arte Manuel de Brito e do Novo Banco. Jorge Santos vive e desenvolve a sua prática artística em Lisboa.


Entre / Between

De 05 de Maio a 7 de Junho de 2017, Jorge Santos ocupa uma das quatro salas de exposição do Colégio das Artes, apresentando três obras que se encadeiam numa leitura conjunta.
Trabalhando sobre a percepção e sobre a forma como algo se manifesta, Jorge Santos está atento à relação entre o que o permanece e o que se ausenta, e centrando-se na passagem do tempo e no revelar do outro, as imagens que constrói promovem um grau de ambiguidade e um estado de transição. Entre o que é visivel e o que é sugestionado, o artista debate-se uma condição de passagem, e uma ideia de limite.

No seu trabalho existem sempre dois locais – aquele onde permanecemos, e aquele que mais à frente se anuncia. Como no cinema, a ligação que se estabelece é feita por uma relação entre planos. Uma relação entre a figura que recorta um limite para o espaço onde nos retemos, e o fundo que promete uma expansão para o espaço que se adivinha.

Na gestão dessa fronteira, o limite é por vezes dúbio e a passagem incerta. E quem observa está cativo de um instante, entre o ficar e o seguir, como que simultaneamente escondido e atraído pelo que à frente se anuncia.


Bucólico


Neste mês de Janeiro saiu na revista contemporânea um artigo sobre o trabalho de Jorge Santos, onde apresenta parte da série Bucólico e um vídeo com o mesmo nome feito para esta edição da revista, tudo isto acompanhado por um texto da Joana Consiglieri.

http://contemporanea.pt/Janeiro2017/Jorge-Santos/