Vitrine

 

Vitrine

 

A Montanha apresenta Vitrine, uma exposição individual de Jorge Santos com quatro
elementos – uma cortina, um biombo, um vídeo e uma pintura – que, conjuntamente, criam
uma instalação.

 

Como em trabalhos anteriores, Santos é atraído por e escolhe uma forma temática,
desenvolvendo variações à volta dela. Desta vez a forma é a grade de uma vitrine, como se
notam muitas deambulando por Lisboa. A grade que serve de proteção e de segurança,
mas que também permite ver o interior do espaço que protege, mas de forma
condicionada, escondendo partes. No entanto, o interesse de Santos não é só pela forma
do objeto em si, mas também pelas formas criadas pelo encontro do mesmo objeto com a
luz, ou seja pelas projeções de sombra descritas pela luz – natural ou artificial – no interior
do espaço ‘protegido’.

 

Santos convida-nos a entrar no espaço do qual supostamente inicialmente estávamos
excluídos num acto de sedução, que pode manter-se só no plano visual e bidimensional,
uma relação pictórica, que podemos observar mas da qual não fazemos parte, ou
tornando-se mais física e escultórica, mais envolvente.

 

Assim, a vitrine em si é interstício e cruzamento, é separação e janela, entre o exterior e o
interior, e nesse encontro gera um terceiro espaço, terceiro porque não é só um interior,
mas sim um interior condicionado pela luz exterior, e pelas formas a ela afeta.


A Linguagem das Plantas

A exposição ‘A Linguagem das Plantas’ inaugura no dia 30 de janeiro (18h às 21h) e fica patente
até 6 de março, na galeria Giefarte.

Em A Linguagem das Plantas, o artista plástico Jorge Santos apresenta várias séries de pintura, como se fossem “módulos-padrões”, provocando jogos cromáticos minimais e repetitivos. No espaço, as obras multiplicam-se em ritmo e cor pura, numa analogia à simplicidade dos padrões da pintura oriental. Neste projecto, o artista percepciona a linguagem, enquanto forma e cor, apresentando em delicadas linhas as plantas, cujas composições são determinadas por uma «pintura com tesouras», numa dicotomia entre cores planas e uniformes, encenando o movimento e a leveza que tudo flui. Esta visão privilegiada da Planta coloca o espectador em outras experiências conceptuais estéticas, nomeadamente, a do Belo e da linguagem poética da obra de arte

INFORMAÇÃO ÚTIL
DATAS | 30 de janeiro até 6 de março
HORÁRIO | Segunda a sexta, 11h às 14h e 15h às 20h
MORADA | Giefarte - Rua da Arrábida, 54 B-C, Lisboa
CONTACTOS | (+351) 213 857 731 ou giefarte@mail.telepac.pt
WEBSITE | www.giefarte.pt
ENTRADA | Gratuita


Flat Image

 

As obras selecionadas refletem sobre uma realidade maior, tornando-se uma imagem bidimensional, trazendo vastos espaços nos limites de um pequeno perímetro de galeria. Os artistas Olivia Bax, Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Sam Llewellyn-Jones, Felippe Moraes e Jorge Santos estão em diálogo prolífico e próximos. Na exibição, a redução é considerada não apenas como o esforço atemporal de aproximar a realidade através dos limites da representação, mas também como uma solução prática e imprevisível para o problema das despesas de vida. Um pequeno espaço permite uma maior concentração de diálogo quando artistas se juntam? Como a imagem plana amplia os limites da escala espacial e temporal? O show é um prompt para ver as obras de arte como cópias de interpretações da realidade. O que é obtido quando esta informação é compartilhada e viaja pelos visitantes.

A imagem plana inclui pintura, escultura, impressão e fotografia. Considera o potencial de redução de escala e espaço nas restrições atuais.

A imagem plana apresenta as obras de seis artistas Olivia Bax, Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Sam Llewellyn-Jones, Felippe Moraes, Jorge Santos. É curada por Giulia Damiani e Theodore Ereira-Guyer.