De 05 de Maio a 7 de Junho de 2017, Jorge Santos ocupa uma das quatro salas de exposição do Colégio das Artes, apresentando três obras que se encadeiam numa leitura conjunta.
Trabalhando sobre a percepção e sobre a forma como algo se manifesta, Jorge Santos está atento à relação entre o que o permanece e o que se ausenta, e centrando-se na passagem do tempo e no revelar do outro, as imagens que constrói promovem um grau de ambiguidade e um estado de transição. Entre o que é visivel e o que é sugestionado, o artista debate-se uma condição de passagem, e uma ideia de limite.

No seu trabalho existem sempre dois locais – aquele onde permanecemos, e aquele que mais à frente se anuncia. Como no cinema, a ligação que se estabelece é feita por uma relação entre planos. Uma relação entre a figura que recorta um limite para o espaço onde nos retemos, e o fundo que promete uma expansão para o espaço que se adivinha.

Na gestão dessa fronteira, o limite é por vezes dúbio e a passagem incerta. E quem observa está cativo de um instante, entre o ficar e o seguir, como que simultaneamente escondido e atraído pelo que à frente se anuncia.